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“Antes eu não sabia por onde começar. Hoje, vejo meus alunos lendo”: a transformação de uma professora alfabetizadora em Santa Maria (DF)

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

| “A gente ficava tipo barata tonta, não sabia por onde começar.”


A fala da professora Rutileia Santos revela um sentimento vivido por muitos docentes ao longo de sua trajetória na alfabetização. Com 25 anos de magistério, ela experimentou, na prática, a virada no seu fazer pedagógico: hoje, com intencionalidade clara, apoio da rede e domínio dos caminhos de ensino, acompanha seus alunos avançando na leitura e na escrita e já não tem dúvidas sobre o percurso.



No Centro de Ensino Fundamental (CEF) Santos Dumont, em Santa Maria (DF), essa transformação se concretiza no cotidiano da sala de aula. A partir da implementação de uma política pública estruturada, ancorada na ciência cognitiva da leitura, Rutileia passou a organizar sua prática com base em uma progressão clara de habilidades, da consciência fonêmica à fluência leitora.



Da insegurança à intencionalidade pedagógica


Antes, o processo era marcado por tentativas pouco articuladas.


“Fazíamos muitas tentativas, mas atingíamos apenas uma porcentagem da sala”, relembra.


Com a estruturação do ensino, sua prática ganhou foco pedagógico : hoje, cada etapa da alfabetização é planejada com clareza, e os protocolos da rede orientam o trabalho com consistência. O material didático estruturado e a formação continuada permitem que os professores avancem com segurança, seguindo um mesmo percurso formativo.



Essa mudança não só organizou o ensino, como também fortaleceu a confiança docente.



Acompanhamento próximo e compromisso com cada estudante


Com apoio da gestão pedagógica e monitoramento, Rutileia passou a acompanhar de forma mais precisa o desenvolvimento dos alunos. O olhar atento aos indicadores de aprendizagem permite intervenções mais rápidas e eficazes.


O resultado aparece: no último ano letivo, sua turma alcançou 90% de estudantes alfabetizados.


Mais do que números, esse avanço se traduz em histórias concretas. Um de seus alunos, com Deficiências Múltiplas (DEMU), chegou à sala desmotivado. “Primeiro, trabalhei a autoestima. Depois, com o percurso estruturado, ele começou a avançar. Saiu lendo e escrevendo. Foi algo surpreendente”, conta.



Liderança docente e visão de futuro


O protagonismo dos professores de Santa Maria é um dos pilares que sustenta a escala da política pública colaborativa. Hoje, Rutileia integra o movimento como formadora, colaborando para que outros profissionais da rede dominem os protocolos e eliminem as inseguranças no processo de ensino. 


“É gratificante ver os professores saindo do curso com os olhinhos brilhando, enxergando uma luz no fim do túnel”, afirma.


Ancorado em evidências sobre como o cérebro aprende a ler, o trabalho realizado demonstra que a alfabetização na idade certa é o caminho para mudar o futuro das crianças. Rutileia reforça o convite à mobilização de outros municípios: "Venham de coração aberto. É um método que funciona, parte do simples para o complexo e mostra ao aluno que ele é capaz".


 
 
 

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