Escola Caminho da Esperança, em Abaetetuba, tem quase 100% dos alunos de 2º ano com o desempenho esperado em leitura
- há 4 dias
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| Na 1ª avaliação do Pacto pela Alfabetização, alunos do 2º ano da EMEIF Caminho da Esperança são destaques na rede.
A1 2026 | 2º ano:
95% dos estudantes da turma da manhã atingiram o desempenho esperado em leitura.
100% dos estudantes da turma da tarde atingiram o desempenho esperado em leitura.
Na Escola Municipal Caminho da Esperança, o bom resultado já na A1 chama atenção, mas ele está sendo construído ao longo dos anos, através de uma gestão escolar que vem estruturando práticas de acompanhamento, intervenção e mobilização da comunidade escolar.
![[Alunos do 1º ano da EMEIF Caminho da Esperança, em Abaetetuba (PA)]](https://static.wixstatic.com/media/4979d2_31a52d253bd1486b9a54705cc303812d~mv2.jpeg/v1/fill/w_960,h_1280,al_c,q_85,enc_avif,quality_auto/4979d2_31a52d253bd1486b9a54705cc303812d~mv2.jpeg)
Para a diretora Luciene Fonseca Viana, os resultados são fruto de um percurso construído coletivamente.
“Não foi do nada, não foi de um dia para o outro, foi todo um caminhar.”
Planejamento vivo e leitura dos indicadores
Na escola, o trabalho começa pela leitura cuidadosa dos dados. A equipe realiza diagnósticos, analisa o perfil das turmas e organiza o planejamento considerando as necessidades de aprendizagem identificadas em cada etapa do percurso de alfabetização.
“Tudo é planejamento. O nosso planejamento é vivo, com flexibilidade para as modificações de acordo com os diagnósticos, explica Luciene.
A partir dessa análise, a escola define ações para o 1º e o 2º ano, utilizando o material estruturado para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita.
Ao mesmo tempo, a Caminho da Esperança amplia esse trabalho com outras estratégias, organizadas pela equipe escolar para responder às necessidades concretas dos estudantes. O planejamento é revisto sempre que os dados indicam novos pontos de atenção.
Avaliar → Planejar → Acompanhar → Replanejar
Essa lógica permite que a avaliação não seja vista apenas como uma medição, mas como uma ferramenta para orientar decisões pedagógicas e apoiar o trabalho dos professores.
Alfabetização como responsabilidade de toda a escola
Na EMEIF Caminho da Esperança, a alfabetização é entendida como uma responsabilidade compartilhada. A equipe organiza o trabalho de forma articulada, envolvendo direção, coordenação, sala de leitura, professores regentes e demais profissionais que acompanham as crianças.
“Essa responsabilidade não é unicamente do professor regente.”
Na prática, diferentes profissionais participam do fortalecimento da leitura e da escrita, mantendo o foco nas habilidades que cada criança precisa desenvolver para avançar em seu processo de alfabetização.
![[Atividade "Cantinho da Leitura"]](https://static.wixstatic.com/media/4979d2_8cca22f2418e40baab641b94c1ee9a37~mv2.jpeg/v1/fill/w_980,h_1307,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/4979d2_8cca22f2418e40baab641b94c1ee9a37~mv2.jpeg)
A escola também reorganizou parte do atendimento considerando os níveis de aprendizagem dos estudantes. Além da série escolar, a equipe acompanha quais habilidades cada grupo precisa consolidar para planejar intervenções mais precisas.
No contraturno, as crianças participam de atividades alinhadas às rotinas do Pacto, com foco nas habilidades que ainda precisam ser fortalecidas.
Práticas que apoiam o avanço das crianças
Um dos diferenciais da escola está na forma como os dados são transformados em ação. Quando uma criança ou grupo de estudantes apresenta necessidade de apoio, a equipe intensifica as estratégias de acompanhamento.
Uma das ações desenvolvidas é o Projeto Intensivo de Leitura e Escrita, criado para fortalecer habilidades ainda não consolidadas e ajudar os estudantes a retomarem seu percurso de aprendizagem.
Projeto Intensivo de Leitura e Escrita
Estratégia desenvolvida pela escola para fortalecer habilidades de alfabetização a partir das necessidades identificadas nos diagnósticos.
Após o intensivo, uma nova avaliação é realizada. Quando a criança demonstra avanço, segue com a rotina prevista. Quando ainda necessita de apoio, a equipe reorganiza as estratégias e define novos encaminhamentos.
Esse movimento mostra como o acompanhamento contínuo ajuda a escola a tomar decisões mais precisas, mantendo o foco no avanço de cada criança.
Frequência e participação das famílias
Além da aprendizagem, a escola acompanha de perto outro fator decisivo para a alfabetização: a frequência escolar. A equipe realiza busca ativa já nas primeiras ausências, dialoga com as famílias e reforça a importância da presença diária para garantir a continuidade do percurso de aprendizagem.
Para Luciene, esse acompanhamento faz diferença nos resultados.
“Menos falta, mais sucesso no processo ensino-aprendizagem.”, conta a diretora.
A mobilização das famílias também está presente nas atividades de leitura realizadas em casa. As crianças levam propostas alinhadas aos materiais do programa, com acompanhamento dos responsáveis e registros compartilhados com a escola.
![[Aluno da EMEIF Caminho da Esperança fazendo uma atividade com o acompanhamento da família]](https://static.wixstatic.com/media/4979d2_f8c657041ede46df8ec0dcd5d5eca555~mv2.jpeg/v1/fill/w_980,h_1307,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/4979d2_f8c657041ede46df8ec0dcd5d5eca555~mv2.jpeg)
A diretora explica que essa parceria fortalece o acompanhamento da aprendizagem e ajuda as famílias a compreenderem seu papel no processo de alfabetização.
Da A1 aos próximos passos
O resultado positivo na A1 não encerra o trabalho da escola. Pelo contrário: os dados da primeira avaliação ajudam a equipe a identificar o que deve ser mantido, o que precisa ser intensificado e quais crianças ainda precisam de mais apoio.
A próxima etapa será acompanhar, na A2, se as estratégias adotadas seguem contribuindo para o avanço das turmas. A partir dessa leitura, a escola poderá ajustar o planejamento para chegar à A3, avaliação final do percurso, com todas as crianças consolidando o seu processo de alfabetização.
Para Luciene, acompanhar o avanço das crianças confirma a importância de manter uma rotina estruturada e um olhar atento aos dados. Ela relembra o caso de uma aluna que, no início do percurso, ainda não conseguia avançar na leitura de palavras e que, após as intervenções, passou a ler pequenos textos.
“É muito emocionante. Estou vendo que as nossas estratégias estão sendo alcançadas.”, fala Luciene.
Mais do que um resultado numérico, a experiência da EMEIF Caminho da Esperança mostra que os bons resultados são construídos com planejamento, acompanhamento, e com o envolvimento de toda a comunidade escolar.
Ao transformar dados em decisões pedagógicas, a escola fortalece as condições para que mais crianças avancem na leitura e na escrita.
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